quinta-feira, 26 de julho de 2012

Tudo se esvai


Tanta coisa
Em tantos dias
Quase nada de tempo
E tudo se vai
Saindo pela tangente
Tingindo de outra cor o horizonte
O que é importante é deixado pra depois
E depois é irrelevante nesse mundo instantâneo
De instante em instante
Tudo é dissolvido
E nada volta atrás.

domingo, 22 de julho de 2012

Só se for à toa

Tantas as coisas que eu deveria pensar
Mas me falta tempo
Tanto tempo que eu não tenho como pagar
Nem tanta paciência assim

Só se for coisa à toa
Há tanto sempre por fazer
Se não há mais o que escolher
Liberdade é o que nos resta.

Nada detalhadamente arrumado
Fora do lugar é mais divertido
E o entretenimento tem luzes brilhantes
O mundo artificial também possui beleza.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Bóson de Higgs


A filosofia teve início com Tales procurando pela Arkhé, ou seja, o princípio de tudo que existe no Universo. Ele chegou a conclusão que tudo era formado pela água. Vieram outros após Tales e formularam outras hipóteses: fogo, ar, os 4 elementos juntos. Demócrito, tempos depois, falou do átomo, uma partícula indivisível.
No período clássico da filosofia grega, Platão e Aristóteles abstraíram a Arkhé e deram a chance de religiosos da Idade Média transformar essa abstração em um deus.

Na modernidade, cientistas puderam estudar a hipótese de uma Arkhé e chegaram ao elemento indivisível de Demócrito, que mais tarde foi descoberto que poderia ser divisível sim. Porém, nunca discordaram que em algum ponto, o átomo não se dividiria mais e, assim, teríamos a Arkhé.

Essa semana, cientistas mostraram ao mundo a Bóson de Higgs, popularmente conhecida como partícula de deus. Dessa partícula teria vindo todas as outras coisas.

Então, você que acha que filosofia não serve pra nada, lembre-se que foi Tales o primeiro a formular essa teoria.

E disse o homem: eis a Arkhé!

Blog da autora do texto:  http://www.pensarsersentido.blogspot.com.br/

Notícia: http://www.diariodarussia.com.br/tecnologia/noticias/2012/07/05/ciencia-descobre-a-particula-de-deus/

domingo, 1 de julho de 2012

O dia de hoje


Todos os dias
Os mesmos dias do ano passado
Outros momentos
Outra coisa pra se olhar
E pensa-se o oposto de outra hora
E o minuto passa raso
E resbala no que é superficial
O supérfluo muda de lugar
O que importa, sempre fica onde está
Mas pouco se fala
Quase nada se analisa

Todos os séculos
São círculos a girar
A maioria continua lá
E os outros tentam
Não se conformar
Estúpidos continuam a cantar
E veem beleza onde nada há.