terça-feira, 29 de novembro de 2011

Queimei a boca tomando café
E parei pra pensar nas vezes em que me queimei
Por pura opção
Pra sentir o gosto estranho
A sensação
Certeza da diferença que se sentiria
E o sentimento que impulsionaria

O impulso que nos leva além de nós mesmos

Descobrir outro caminho é bom
Faz parte de quem ta vivo
De quem vive em meio a tanto
Caos

Caótico que somos
O construímos todo dia um pouco

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Além

O tempo que eu consumo
Também me consome
O tempo que eu consumo
Some
Produto além das prateleiras
Além do metal que produz som
Além da Luz que não se sabe da onde vem
Quando vem
É tempo de 'desconsumir'
E se estabelecer como Ser
E ver a beleza
Que está sempre mais além.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Acordei com o pé ainda inchado e o coração ainda vazio. Depois de um tombo assim, não há outro jeito de ser. Ninguém tem a intenção de machucar alguém, mas “são coisas da vida”, ouço dizer por aí e me conformo.

Machado de Assis não sabia nada. É melhor cair do 3° andar do que das nuvens.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Oração

Não é um sentido vago
É um vazio estranho
Sem medo
Sem raiva
Sem frustração

Não é o caminho oposto
É estar perdido
Sabendo aonde se vai
Sabendo por que se vai
Sabendo que não se deve ir

Não é o não querer
É o saber
Ainda que seja pouco
Ainda que esteja por pouco
Ainda que nem seja

Não é um pedido
É um apelo
Sem medo
Sabendo que não se deve ir
Ainda que seja pouco.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Ritos de passagem

De um mês para o outro
De um momento eterno para o sentimento estranho
Selados com o colar no pescoço
Com o sentimento exposto
A verdade na cara
E um beijo na boca
Um tapa na realidade
E acorda molhada pelo suor
Das noites quentes de verão terrível
Com algo a latejar no peito
E o ar a sufocar

Faz parte da vida morrer um pouco todo dia.