sexta-feira, 21 de outubro de 2011

As pessoas não se importam
O que querem, afinal?

Eu não me importo com o outro
Eu me importo com o todo
O que eu quero, afinal?

O que quer o Ser e a Sociedade?
Os índices que nos fazem
Um ser social e sociável

O que quer cada um?
E o que quer o todo?

Pouca ou nenhuma diferença faz.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Não sei manter o foco
E não sei por que tento me explicar
Não que seja minha culpa
Não que não seja
É apenas o meu Eu falando mais alto
Mas não hoje
Hoje, ele está em silêncio
A chuva o silenciou
Talvez por isso
Eu sinta a necessidade de explicar
O que não entendo
Talvez você me diga
Exatamente
O que eu devo fazer.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

15 anos sem Renato Russo

Legião Urbana está longe de ser a minha banda preferida ou que eu mais admiro dentro do cenário nacional. Porém, é impossível negar a influência que teve no início da minha adolescência e, tudo que nos influencia, de um modo ou de outro, nos torna a pessoa que somos.
Lembro dos meus 11, 12 anos, quando comecei a ouvir o BRock. As bandas que mais tocavam lá em casa: Engenheiros do Hawaii e Legião Urbana. A primeira segue sendo a minha favorita, mas hoje não é dia de falar de Humberto Gessinger e sim de Renato Russo.
O que ele representa no nosso BRock? Eu não sei dizer. Sei apenas falar do que ele representa para mim. Ele esteve presente no início do meu auto-conhecimento, estava lá tocando no meu rádio nos momentos de dúvida, de certezas, de crises existenciais de início de vida. Quando ouvi “Fábrica”, pensei pela primeira vez em coisas que não havia pensado antes; quando ouvi “Daniel na cova dos leões”, pensei nas várias maneiras que podem existir para se dizer várias coisas. Era sentimento expresso em música. Ainda penso nessas coisas, ainda me admiro com muitas frases escritas por ele nos anos 80/90 e tão reais 20 anos depois. O mundo e a mediocridade das pessoas continuam o mesmo.
Nesse meu caminho até aqui, parei de ouvir Legião e de gostar do Renato Russo. Não consigo ver nele um ser admirável. Acho a maioria das músicas um reflexo de toda a insegurança e instabilidade emocional que ele sentia. Mas ainda ouço de vez em quando e gosto muito de certas músicas. O último álbum foi o ápice da depressão, toda a tristeza por tudo que não havia sido estava ali.
E se querem saber, não acho que a AIDS o matou. Foi tudo por causa de um coração partido.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Tem alguma coisa
Que faz a gente ceder o lugar
Da razão ao da emoção
Pode até ser pouca coisa,
Mas permanece ali

É num dia desses
Que todos se dão conta
Das coisas que já estavam na cara
Talvez o sol a queimar demais
Nos obrigue a escolher
Mas e se for num dia como esses
Que o medo vir à tona?
Não resta esconderijo pra onde se dirigir
E andar só na contramão
É monótono demais
Tem sempre alguma coisa que martela no peito
Que faz a gente ceder
É sempre muito pra permanecer ali.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Outras dúvidas; outras certezas

São muitos os caminhos
Que nos levam a saber
O que já sabíamos
O que pensávamos saber
E entre a duvida e a certeza
Há sempre mais:
Outras dúvidas,
Outras certezas
Outros pontos de encontro
Que sequer fazem sentido
E se nos perguntarmos
Quantas são as possibilidades
Descobriremos ainda mais.


O Infinito
É real.

sábado, 1 de outubro de 2011

Todo mundo pensa em tudo
Tudo pensa em todo mundo
O mundo pensa e pensa
O mundo pouco sente
E por pouco não deixa tudo no caos

O caos existe
Não agora
Não aqui
Mas o caos existe

Todo mundo sabe de tudo
Todo mundo pensa que sabe o suficiente
O suficiente, muda toda hora
E nos faz mais tolos do que
Qualquer um pode imaginar.